Hoje percebemos que grandes empresas buscam o desenvolvimento de seus profissionais aplicando treinamentos, capacitações ou especializações para obterem uma melhor qualidade em suas ações.
Falando de uma forma técnica, poderíamos até considerar como extremamente satisfatórias estas ações de melhoria, sem claro colocar em cheque o fator humano, que por sua vez pode interferir de forma potencial em todas atividades e planejamento de uma empresa.
Quando falamos de fator humano, nos referimos às angústias, dificuldades, sentimentos, ansiedades que muitas vezes deixamos de lado em um ambiente de trabalho. Destes sentimentos podemos colocar em destaque um dos que mais "corroem" a capacidade de crescimento do grupo de um setor ou empreendimento, a dificuldade de entender que o outro pode crescer.
A falta de maturidade ou o seu pouco desenvolvimento neste sentido é tão alarmante que atualmente profissionais que possuem excelente capacidade de resolução, criação e aprimoramento de suas funções diárias são perdidos por se apagarem ou desviarem seu foco para um colega de trabalho que teve em algum momento seu trabalho valorizado e que o levou a assumir certo posto almejado por outros funcionários.
Fato este que diariamente tenho escutado "desabafos" de excelentes profissionais que hoje sofrem este "preconceito" em grandes empresas de nome no mercado.
Sendo muito frio nas palavras o que temos hoje é uma extrema dificuldade de alguns profissionais entenderem que o outro pode crescer e ele também, que o outro teve uma capacidade mais desenvolvida e ele precisa desenvolver a que está "dormente".
Também no mesmo sentido, surge outro sentimento que se torna ainda mais devastador, a dificuldade de escolher que feedback deve-se acreditar.
Em um ambiente corporativo sabemos que o feedback é uma das ferramentas que mais interferem na vida profissional e a falta dele interfere muito mais e que por sua vez muitas vezes põe fim à uma carreira. Nunca podemos julgar um profissional se nada fizemos para seu desenvolvimento. No entanto devemos selecionar e filtrar cada feedback recebido para não cometermos "gafes profissionais".
Temos três tipos de profissionais em um ambiente de trabalho: O primeiro tipo é aquele que sempre lhe dá feedbacks positivos, que tudo vai bem, que nada precisa mudar. São excelentes motivadores, mas acontece que sempre temos que melhorar algo e que "nem tudo são flores"; o segundo é aquele que além de te apresentar seus pontos fortes de forma precisa, também lhe fornecem informações sobre seus pontos a melhorar que muitas vezes você não enxerga ou não tem ainda a capacidade desenvolvida para que possa enxergar. Muitos gestores e chefes de grandes empresas não tem esta capacidade desenvolvida segundo Peter Drucker ; e por último o terceiro que é aquele que não lhe apresenta nada de bom, e que também não lhe propõe melhorias, mas lhe observa e faz críticas para outrem. Muitas vezes são profissionais que nada adicionam em uma empresa e geralmente são mais antigos. Isto segundo livros de profissionais em Administração. Como dizia Norman Vincent Peale, "O problema da maioria de nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica".
No entanto poderíamos acrescentar outro tipo de profissional. O que não aceita mudanças, que prefere estar na chamada zona de conforto, que também não acrescentam em nada no dia-a-dia de uma empresa. Estes geralmente tendem a serem os mais críticos do trabalho de outro profissional e também acreditam ser donos de uma verdade absoluta e que muitas vezes também perdem ou ficam "dormentes" em suas capacidades.
Em reflexão ao assunto segue uma frase do já citado no texto o Admistrador consagrado Peter Drucker: "As únicas coisas que evoluem por vontade própria em uma organização são a desordem, o atrito e o mau desempenho.”
Texto escrito por José Valdo Ferreira Souza - Administrador de Empresas dono do Blog.
*Frase do Livro : Como se tornar um Comunicador fora de Série de Timothy J. Koegel




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